sábado, 5 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
Evangelização: Quando e Como Evangelizar.
QUANDO EVANGELIZAR?
“Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto.” Jesus (Jo 7:6)
À medida que estamos abraçando a tarefa, vamos compreendendo que a maturidade acontece pelo exercício constante.
Nossa época é agora, e Jesus vem contanto com o esforço pessoal de cada um na tentativa de, vencendo a si mesmo, perseveraremos até o fim.
Sem nos acomodarmos na expectativa vacilante, temendo encontrar obstáculos que poderão nos transformar em operários temerosos, abracemos o compromisso enquanto a caminho, com almas que se fazem abertas, a receber o Cristo de Deus, a benefício de si mesmo e da humanidade.
Nos sentindo na condição de trabalhadores não operantes, busquemos o Senhor da vinha que terá sempre uma oportunidade a mais a nos oferecer.
► COMO EVANGELIZAR?
“Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas.” Jesus (Mt 7:29)
Evangeliza-se utilizando métodos suficientes, afim de que a criança entenda dentro do seu limite de entendimento. Para isso é necessário se preparar com embasamento solidificado no Cristo, o maior e mais nobre educador que o planeta já conheceu.
A autoridade com que o evangelizador ensina é baseada na exemplificação diária e toda certeza se convence pelo exercício habitual de boas maneiras.
Fundamental ter noções de pedagogia e de psicologia, mas acima de tudo o conhecimento do Evangelho é essencial, visto que a referência da evangelização é o Cristo. As obras básicas são complemento deste evangelho levando o evangelizador a criar convicção da Doutrina que professa e as obras subsidiárias vem complementando tudo quanto Jesus nos ensinou enquanto homem no mundo. O conhecimento da vida infanto–juvenil madurece a condição do evangelizador porque o forma no seu objetivo. É dever de o evangelizador manter-se sempre atualizado daí ser fundamental acompanhar cursos e orientações na área que atua.
Curso Rapido de Evangelização: 4 quando e como Evangelizar.
Gilnei Teixeira.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Perante a adoslecência
Keila Lousada[1]
"É na adolescência que o espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era." (Livros dos Espíritos - questão 385).
Nos dias atuais, conviver com adolescentes nos lares ou nas instituições educacionais tem sido motivo de receio.
Esses jovens, recém-saídos da infância, são vistos como seres de outro mundo, perdidos, sem salvação.
Os pais os classificam como “aborrecentes” rebeldes, buscando nos consultórios especializados ou nas casas espíritas a explicação para esse jeito “jovem” de viver como se não existisse nada além deles mesmos, dos seus quartos, computadores, ou amigos...
Acham, ainda, que o fato deles se vestirem com cores escuras ou usarem cabelos longos e coloridos, fazem deles seres deploráveis e estranhos.
Muitos desrespeitam os filhos, com palavras duras e atitudes ásperas, obrigando estes a serem como seus pais querem, como se fossem destituídos de direitos, gostos, vontades, identidade...
Parece que esqueceram que suas funções são de educar, orientar, exemplificar e amar e, não apenas ordenar, ou ainda, massacrar e desorientar.
Enquanto isso, os educadores falam sobre eles com indiferença, até desgosto mesmo, como se a tarefa de auxiliar na educação moral que lhes cabe, não tivesse razão de ser.
Infelizmente, no meio espírita nem sempre vemos pais e educadores comprometidos com o futuro dos nossos adolescentes.
Ontem, foram crianças confiadas a nós, para que conduzíssemos ao caminho do bem, através das lições do Mestre Nazareno. Tivemos bastante tempo, talvez não utilizado a contento, para formar-lhes o caráter e minimizarmos as suas deficiências morais trazidas do passado.
Hoje, eles chegam à adolescência, mostrando-se tal qual de fato são, conforme dizem os Espíritos Superiores a Allan Kardec.
Observemos, porém: se fizemos um bom trabalho, dedicando-nos em apresentar-lhes o caminho reto, sob as diretrizes de Jesus, tenhamos a consciência tranquila, porque o que nos parece esconderijo nesta fase juvenil nada mais é do que momento de reencontro consigo mesmo, de descobertas, de autoconhecimento, de autoafirmação. Estejamos certos de que a semente do bem que plantamos no seu jovem coração, logo mais florescerá.
Caso, como pais, tenhamos nos perdido em cobraças apenas, deixando a tarefa que nos cabia para os outros, para a vida e para o tempo, não percebendo que aquele era o momento ideal de educar, recomecemos agora. Olhemos nossas crianças como Espíritos imortais, nossos irmãos em Deus.
Busquemos na prece a inspiração dos amigos espirituais para que nos situemos e nos orientemos ante os nossos compromissos como pais e como cidadãos do Universo, e iniciemos hoje a realizar a parte que nos cabe na Criação.
Ofertemos aos nossos jovens o coração amoroso, estendamos as mãos carinhosas e oportunizemo-nos diálogo fraterno e franco. Ouçamos as suas inquietações e questionamentos, que um dia já foram os nossos e, esforcemo-nos para compreendê-los e orientá-los, sem jamais violentar seus desejos e aspirações.
Como educadores, se antes não conseguimos penetrar, por medo ou comodismo, o mundo de nossos educandos, revisemos a nossa posição e percebamos que, com boa vontade e carinho, será possível participar deste momento especial da vida deles, como foi um dia o nosso.
Não esqueçamos, portanto, que já passamos por situações semelhantes às deles, e se tivéssemos tido a atenção devida e a colaboração necessária, muitas de nossas inquietações não precisariam tornar-se dores difíceis de acalmar.
[1] Registradora substituta, acadêmica de Pedagogia, expositora espírita, colaboradora da S. E. Kardecista/RG e do Setor de Exposição Doutrinária da FERGS. Contatos: keila.lousada@hotmail.com
sábado, 24 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor.
Conta-se que, por volta do ano 250 a.C., na China Antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma disputa entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:
Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça. Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu: Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar, ao menos alguns momentos, perto do príncipe. Isto já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.
Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valoriza muito a especialidade de cultivar algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc...
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura da sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse, na mesma extensão do seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido.
Dia após dia, ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor.
Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou à sua mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.
Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.
As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu:
Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz:a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
* * *
A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor.
Momento Espírita.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma disputa entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:
Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça. Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu: Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar, ao menos alguns momentos, perto do príncipe. Isto já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.
Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valoriza muito a especialidade de cultivar algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc...
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura da sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse, na mesma extensão do seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido.
Dia após dia, ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor.
Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou à sua mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.
Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.
As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu:
Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz:a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
* * *
A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor.
Momento Espírita.
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