sexta-feira, 15 de abril de 2011

Aulas para infancia e Juventude sobre Allan Kardec


Era uma vez.... Hippolyte Léon Denizard Rivail
Há muito tempo atrás... nasceu um menino, no dia 3 de outubro de 1804, num país chamado França, muito longe daqui, na cidade de Lyon. Recebeu o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail, nome difícil porque ele era francês.
O menino cresceu educado, inteligente e bom.
Aos dez anos de idade seus pais o mandaram para outro país _ a Suíça _ para a cidade de Yverdun, para aprimorar os seus estudos. Yverdun era um ponto de reunião para as crianças de várias partes do mundo, pois se tratava da melhor escola da época. Era a escola da fraternidade, que cuidava para que as crianças e os jovens se tornassem homens responsáveis e úteis à sociedade.
Rivail se tornou um grande professor. Quando foi morar na cidade de Paris, capital da França, passou a ensinar em sua casa, gratuitamente a muitos jovens que não tinham condições de pagar a escola.
O professor Rivail, por ter estudado muito, aprendera e falava muitas línguas, além do francês, sua língua natal.
Por volta do ano de 1831, se deu um episódio feliz em sua vida. Ele conheceu Amélie Gabrielle Boudet, com quem se casou um ano mais tarde. Ela também era professora.
Ele e a esposa trabalhavam bastante. Entre outros afazeres, ele escrevia livros de estudo para as escolas. Tomou-se assim, um homem conhecido e respeitado.
Quando estava com 50 anos de idade, através de um amigo, tomou conhecimento de coisas estranhas que vinham acontecendo na cidade. Dizia o amigo que, em determinada reunião que assistira, os objetos se movimentavam e uma mesa chegara a falar.
O professor Rivail, acostumado ao estudo, à pesquisa, achou aquilo muito estranho mas, depois do amigo insistir muito, decidiu assistir uma das reuniões.
Ali, Rivail viu pela primeira vez o fenômeno das mesas que se movimentavam sozinhas. Objetos diversos como vasos, flores e chapéus se moviam em pleno ar, sem nenhum apoio.
Logo, o professor ficou a pensar que, se não eram as pessoas que se encontravam reunidas, as causadoras daquilo, devia haver uma causa. E se pôs a pesquisar. Começou a freqüentar, com assiduidade, as reuniões semanais, disposto a descobrir o que havia por detrás daquilo tudo.
Para falar com a mesa, havia um método especial. Quando a mesa dava uma batida, com um dos pés, queria dizer não, duas batidas, sim. Depois se convencionou um alfabeto com uma batida para a primeira letra do alfabeto, duas para a segunda e assim por diante. Mais tarde, para apressar o método, alguém ia dizendo as letras do alfabeto em voz alta e a mesa, com uma batida, assinalava a letra desejada. Por meio de tais pancadas, podia-se estabelecer uma conversa com a mesa, obtendo respostas a perguntas.
Foi assim que, quando Rivail perguntou quem movimentava a mesa, recebeu a resposta:
- Somos os espíritos.
Na continuidade do diálogo, através das pancadas, os espíritos informaram que nada mais eram do que as almas dos homens que já haviam deixado o corpo físico. Não eram fantasmas. Apenas não possuíam o corpo físico. Haviam morrido, como se diz vulgarmente.
Ainda da mesma forma, o professor Rivail ficou sabendo que as pessoas, ao morrerem, continuam a viver, apenas com outro corpo. E também lhe disseram que ele já vivera outras vezes e em uma das suas vidas anteriores se chamara Allan Kardec.
Continuando a fazer perguntas, anotando as respostas, tornando a perguntar, tudo anotando, comparando, estudando, o professor Rivail reuniu enfim todos os ensinamentos dados pelos espíritos em um livro: "O Livro dos Espíritos", que publicou. Como ele era muito conhecido pelos livros que escrevera como professor, e não desejando colocar o seu nome em uma obra que não lhe pertencia, pois era o ensino dos espíritos, colocou o nome de "Allan Kardec", com o qual nós o conhecemos.
Espiritismo é, pois, a doutrina revelada pelos espíritos e reunida, em forma de livro, por Allan Kardec.
Allan Kardec desencarnou no dia 31 de março de 1869.
Sua esposa ainda viveu alguns anos e prosseguiu trabalhando, até o dia de sua desencarnação, pela propagação da Doutrina Espírita.
   


Fonte: Apostila de Evangelização Infantil da Federação Espírita do Paraná, 1º Ciclo de Infância - Unidade V _ Espiritismo

Coloque em Ordem


  1 - Coloque os números ao lado identificando a ordem dos acontecimentos que levaram à publicação de "O Livro dos Espíritos"
( ) - Em 1857, na Livraria Dentu, em Paris, os livros são expostos, e no dia 18 de abril, mais de cem livros são doados ou vendidos.
( ) - Kardec ouvia os espíritos através dos Médiuns e recebia informações de vários lugares, comparando todas entre si, analisando sob o método científico a que estava acostumado a tratar desses assuntos.
( ) - Apesar de todas as dificuldades financeiras e das pessoas que se colocaram contra as manifestações dos Espíritos, Kardec e sua esposa juntamente com alguns amigos trabalharam firmes para a publicação do Livro.
( ) - As mesas girantes começaram a instigar Kardec a uma pesquisa mais aprofundada sobre o fenômeno.
( ) - Em 1854, Kardec foi levado por seu amigo Sr. Fortier a uma reunião onde as mesas em que as pessoas se sentavam à volta, giravam no ar.

2 - Coloque os números ao lado identificando a ordem das 4 partes de "O Livro dos Espíritos" que mais tarde foram ampliadas dando surgimento a outros livros da Doutrina Espírita:

( ) - O Evangelho Segundo o Espiritismo foi publicado por Kardec em 1864 e trata dos ensinos contidos na terceira parte de O Livro dos Espíritos. Seu conteúdo explica as máximas morais do Cristo e suas aplicações em nossas vidas.
( ) - O Livro dos Espíritos foi o primeiro livro publicado por Allan Kardec com os ensinamentos dos Espíritos e contém os princípios da Doutrina Espírita.
( ) - O Céu e o Inferno foi publicado em 1865 e tem como subtítulo "ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo".
( ) - Publicada em A gênese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, tratando da evolução da Terra.
( ) - Publicado em 1861, O Livro dos Médiuns explica melhor o que está contido na segunda parte de O Livro dos ESpíritos, pois trata das manifestações e da educação da Mediunidade.

3 - Coloque os números ao lado identificando a ordem dos acontecimentos:

( ) - Kardec, sua esposa Gabi e alguns amigos, apesar das dificuldades trabalharam firmes para a publicação de "O Livro dos Espíritos".
( ) - Em 1854, Kardec começa a investigar o fenômeno das Mesas Girantes.
( ) - Em 1857 chega às prateleira da Livraria Dentu, Em Paris, a primeira edição de "O Livro dos Espíritos".
( ) - Kardec ouviu muitos espíritos através de muitos médiuns.
( ) - Aparecem as "Mesas Girantes" fenômeno que se torna divertimento na França.

4 - Coloque os números ao lado identificando as 4 partes que compõem O Livro dos Espíritos e que deram origem às outras Obras da Codificação.

( ) - Das Leis Morais (Sobre as Leis Divinas e a Perfeição Moral)
( ) - Do Mundo dos Espíritos (Sobre os Espíritos, Reencarnação e influência deles sobre os Seres Encarnados)
( ) - Das Esperanças e Consolações (Sobre Paraíso, Inferno e Purgatório)
( ) - Das Causas Primárias (Sobre Deus, Universo, A Criação)

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ATIVIDADE: Marque um "X" na resposta certa
1.       O Codificador da Doutrina Espírita nasceu em que data?

a)       31 de março de 1883.
b)       03 de outubro de 1804.
c)       06 de Fevereiro de 1832.


2.       Em que cidade o Codificador da Doutrina Espírita nasceu?

a)       França.
b)       Yverdun.
c)       Lyon.


3.       Qual o nome de nascimento do codificador da Doutrina Espírita?

a)       Emesto Bozzano.
b)       Hippolyte Leon Denizard Rivail.
c)       Camille Flammarion.


4.       Em que país o codificador da Doutrina foi estudar aos dez anos?

a)       Suíça.
b)       Suécia.
c)       Inglaterra.


5.       Em que cidade ele ensinava gratuitamente para aqueles que não podiam pagar?

a)       Paris.
b)       Yverdun.
c)       Lyon.


6.       Qual o nome da esposa do Codificador da Doutrina Espírita?

a)       Amélia Rodrigues.
b)       Amélia Gabrielle Boudet.
c)       Amália Domingos Soler.


7.       Com quantos anos Allan Kardec estava quando teve os primeiros contatos com os fenômenos  das mesas girantes?

a)       64 anos.
b)       60 anos.
c)       50 anos.


8.       Por que Allan Kardec escolheu este nome para assinar os livros que foram codificados por eles?

a)       Porque achava bonito?
b)       Porque em outra reencarnação ele teve o nome de Allan Kardec?
c)       Para não ser reconhecido.

9.       Quantos são os livros que compõe a Codificação Espírita?

a) 5 livros?                b) 6 livros?                  c) 4 livros?


10.  Qual o 1º. Livro da Codificação Espírita?

a)      O Evangelho Segundo o Espiritismo.
b)      O Livro dos Médiuns.
c)      O Livro dos Espíritos.

11.    Qual a data que Allan Kardec desencarnou?

a)       31 de março de 1869.
b)       03 de outubro de 1884.
c)       06 de março de 1882.



12.    A esposa de Allan Kardec apoiou a missão do seu esposo e deu continuidade com o trabalho de divulgação após a sua desencarnação. Que idade ela tinha quando desencarnou?

a)       85 anos;
b)       65 anos.
c)       87 anos.


 RESPOSTAS:
1- b; 2- c; 3- b; 4-a; 5-b; 6-b; 7-c; 8-b; 9-a; 10-c; 11-a; 12- b



 Desenhos de:
Cristina Passuello Chaves

Postado por: G.T.


O EVANGELIZADOR ESPÍRITA


O Evangelizador Espírita.
Quem é?

Quais suas responsabilidades?

Como é visto pelos Espíritos Superiores?

VISÃO DOS ESPÍRITOS
Como os Espíritos Superiores estão vendo a participação dos companheiros encarnadas nas tarefas da Evangelização Espírita Infanto -Juvenil?
Conquanto os indivíduos disponham de livre-arbítrio para debandar ou desertar, esquecer ou adiar compromissos assumidos com a Vida, anotamos, com júbilos imensos, a excelente caravana de lidadores da Evangelização Espírita,de corações voltados para um melhor desempenho,coesos no interesse de sempre produzir o máximo pela dedicação de todos os dias.
São companheiros jovens ou adultos, de ambos os sexos, idealistas, conscientizados cada vez mais de que a obra não nos pertence, mas sim ao Mestre Amado que, por misericórdia, utiliza a todos por instrumentos de iluminação do mundo.
É notório que a especialidade da tarefa não se compraz com improvisações descabidas, razão pela qual os servidores integrados na evangelização devem buscar, continuamente, a atualização de conteúdos e procedimentos didático-pedagógicos(...)
Quais seriam as condições essenciais para que alguém possa desempenhar a tarefa da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil?
Nas bases de todo programa educativo o amor é a pedra angular favorecendo o entusiasmo e a dedicação,a especialização e o interesse, o devotamento e a continuidade, a disciplina e a renovação, uma vez que no trato com a criança e o jovem o esforço renovador pela evangelização jamais prescindirá da força da exemplificação para quem ensina
É justo pois que o evangelizador deva estudar e rever, quanto possível, todos os ensinos da Verdade granjeando meios de descortinar caminhos de libertação espiritual para quantos se lhe abeirem do coração dadivoso.
Mensagem de Guillon Ribeiro ( Espírito
)

Que jamais se descuidem do aprimoramento pedagógico, ampliando, sempre que possível, suas aptidões didáticas para que não se estiolem sementes promissoras ante o solo propício, pela inadequação de métodos e técnicas de ensino, pela insipiência de conteúdos, pela ineficácia de um planejamento inoportuno e inadequado.
Todo trabalho rende mais em mãos realmente habilitadas.
Que não estacionem nas experiências alcançadas, mas que aspirem sempre a mais, buscando livros, renovando pesquisas, permutando idéias, ativando-se em treinamentos, mobilizando cursos, promovendo encontros, realizando seminários, nesta dinâmica admirável quão permanente dos que se dedicam instruir e de educar.
É bom que se diga, o evangelizador consciente jamais se julga pronto, acabado, sem mais o que aprender, refazer, conhecer...


Joana de Ângelis
Na aplicação dos métodos e na escolha das matérias é importante considerar as qualidades do Evangelizador, sejam de natureza intelectual ou emocional e psicológica, como de caráter afetivo ou sentimental.

O que se poderia dizer aos evangelizadores que, apesar de todos os esforços empreendidos, não conseguem observar resultados no trabalho de evangelização de algumas crianças e moços?
Áureo (Espírito): "Que recordem a Parábola do Semeador e jamais desanimem. Algumas sementes podem cair sobre pedras ou entre os espinheiros; mas sempre haverá as que se abrigarão em boa terra. Que, os semeadores não cessem de semear, nem desanimem.
O nosso trabalho é plantar,
a germinação e a frutescência
pertencem a Deus."
Quem é?
Em relação ao educando
É o responsável pela formação da inteligência e da personalidade dos alunos.
"Salvar é educar.Jesus é o mestre e veio promover a educação do espírito." Vinícius
Em relação às responsabilidades sociais
Em sua função didática
Dirigir a aprendizagem do utilizando métodos e técnicas ativos que permitam a aquisição e elaboração de conhecimentos,habilidades atitudes e ideais.
 
Na função orientadora
Deve saber criar um clima de confiança e empatia ,tolerância que facilite o relacionamento entre educando,família e sociedade.

A sua influência se estende através das gerações,prestando relevante serviço à sociedade,além dos limites da vida material.
Avança com o tempo,vê sempre degraus acima a serem galgados, na experiência e no conhecimento.

Postado por Gilnei Teixeira.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Trocando Ideias GPJ CRE10 em Quintão

Mais um vez a Juventude Espírita esteve reunida no Litoral Norte em Quintão, na Assoc.Esp.Fraternidade, na presença do Gpj10ªRegião, com a participação de 18 pessoas, e  com questionamentos a cerca de como podemos cuidar bem e fazer a nossa parte para um planeta melhor, onde,  nossos filhos, os filhos de nossos filhos, e nós mesmos em futuras encarnações estaremos utilizando dos recursos aqui presentes.
        O Planeta não morrerá, mas os Recursos Naturais ficarão mais escassos se não cuidarmos dele desde já; seja no Ambiente onde estivermos, na Casa Espírita ou em nosso lar, no litoral, campo ou na cidade,  fica a reflexão de vivermos com bom senso, utilizando somente o necessário, cuidando de nossa Mãe-Terra, para que Ela nos presentei com suas belezas naturais, nos oportunizando a Benção da reencarnação, a fim de, evoluirmos e caminharmos rumo ao Criador, à Prefeição;

Abraços, Sandro Santos

GPJ 10ª Região - Litoral Norte

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Educação Espiríta

 
“Somente a educação pode reformar os homens”, Allan Kardec, L.E. q. 796

No Jornal da Manhã de 04 de setembro de 2001 Nery Porchia nos esclarece, "Sem dúvida alguma a educação espírita tem seu alicerce em Hippolyte Leon Denizard Rivail, discípulo de Pestalozzi, que durante trinta anos, como Educador escreveu inúmeras obras que modificaram e firmaram o panorama do ensino francês do século XIX."

Em Yverdum, na escola de Pestalozzi dedicou-se de corpo e alma aos estudos do método do mestre, que era muito requisitado em toda Europa para mostrar e difundir a sua pedagogia criando institutos de educação nos moldes do seu estabelecimento em Yverdum.

Nessas ausências Pestalozzi confiava ao jovem Denizard Rivail a função de substituí-lo na direção.

Discípulo que se tornou mestre, correspondia à confiança que recebia .

Bacharelara-se em letras e ciências e doutorado em medicina, após brilhante defesa de sua tese.

O Professor Rivail tinha formação eclética, dominava várias línguas – inglês, italiano, alemão, espanhol e holandês, além do francês, claro. Seu trabalho de tradução de inúmeras obras, em especial do alemão, enriqueceram a cultura dos seus contemporâneos com os novos conhecimentos dessas obras.

Seu ecletismo se mostrava por ministrar aulas de matemática, química, física, astrologia, biologia e anatomia comparada e, o mais importante, fazia-o sem qualquer remuneração dando ênfase à sua vocação educacional, aliada a um sentimento de solidariedade.

Em Paris não foi bem sucedido numa empreitada ao abrir uma escola nos moldes da de Pestalozzi, pela dissídia de seu sócio que o levou à falência, mas que não o desanimou, continuando seus estudos e aulas particulares.

Pelas suas qualidades morais e intelectuais se tornou membro de várias sociedades de sábios, sendo premiado em 1831 na Academia Real d’Arras com a apresentação da tese ‘Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época?’.

Sua produção de obras pedagógicas e sobre a educação como princípio básico da formação do homem o tornaram o expoente da educação na Europa, justificando o título de “discípulo e sucessor” de Pestalozzi.

Portanto, se como Allan Kardec, nome que adotou a partir de 1831, se tornou o codificador da Doutrina Espírita, muito antes já era consagrado como educador e seus trabalhos eram merecidamente exaltados.

Segundo a educadora Dora Incontri, em sua tese de doutorado em Educação, junto à Faculdade de Educação da USP, a educação espirita pode ser vista sob três perspectivas.

Que acabam se unificando, pois um deriva do outro e formam juntos uma visão única.

Espiritismo como Educação. Segundo a autora, a essência do Espiritismo é a Educação, pois como doutrina o espiritismo abrange o tríplice aspecto – científico, filosófico e religioso. O fim é a evolução do homem e esta evolução deriva do processo pedagógico.

A Educação do Espírito o o principal da proposta espírita.

A autora fala ainda que “se o Espiritismo é uma síntese cultural, abrangendo todas as áreas do conhecimento, seu ponto de unificação é justamente a Pedagogia.

A Educação Segundo o Espiritismo – Para a formulação pedagógica totalmente espírita, é necessário o convencimento dos fundamentos básicos codificados por Kardec.

O educador espírita se dedica com quaisquer crianças e adultos.

“Se a verdadeira Educação se dá quando se desperta um processo evolutivo no educando, este processo poderá ser desencadeado em qualquer ser humano, tenha ele a cultura que tiver, seja ele partidário da religião que for”

Segundo este conceito é preciso se fixar na idéia de que educar espiritualmente não significa, necessariamente, educar para o Espiritismo.

Kardec já recomendava que o verdadeiro Espírita não exerce proselitismo, não procura influenciar pessoas para aceitarem os conceitos do Espiritismo.

O mérito do educador espírita no trato com não espíritas está na forma de ensinar e não impor suas convicções doutrinárias.

O Ensino Espírita – Aqui se refere especificamente ao estudo, à Educação dentro dos postulados da Doutrina Espírita.

É exigido daqueles que a promovem uma compreensão clara e uma prática engajada da Pedagogia Espírita, se não estará fazendo catequese, ensino formal de uma religião, sem compromissos mais profundos.

“Na linha conceitual que temos seguido aqui (nota: na sua tese) é evidente que o ensino espírita não poderá ser mera transmissão de conteúdos, mas o despertar de uma consciência espiritual”

No seu livro Pedagogia Espírita J. Herculano Pires, nos mostra essa visão do Espiritismo, afirmando “O Livro dos Espíritos é um manual de Educação Integral oferecido à Humanidade para a sua formação moral e espiritual na Escola da Terra”.

Esse mestre do espiritismo nos oferece para reflexão o conceito de que a terra é uma escola, neste planeta o espírito adquire suas qualidades morais e éticas, através do estudo e da assimilação dos ensinamentos do Mestre Jesus.

É muito importante se anotar que a educação espírita, no seu conceito mais puro não deve ser exercida de forma autoritária e conservadora, não tratar os educandos como ouvintes passivos. Deve ser adotada uma metodologia própria, de forma a provocar o “insight” do educando.

São recomendados seminários, debates, reuniões de estudo em que todos participantes possam ter voz, colocando com liberdade e, porque não, humildade, suas dúvidas e questionamentos que deseja fazer.

Aí vemos as duas figuras que formam o processo educacional – o educador e o educando, cada qual com a sua participação e importância.

Ao educador cabe a tarefa de estimular o desenvolvimento das potencialidades do educando, comparando-se ao escultor que toma de uma pedra bruta e a transforma em obra de arte.

E nesse processo existirá, com certeza, a interação educador-educando, de forma que o educador também aprende, embora em níveis diferentes.

Não se imagina um educando passivo, mas cabe ao educador conduzi-lo a encontrar por si mesmo, e na maioria das vezes no seu interior, a solução dos seus problemas.

Segundo o que aprendemos não somos espíritos que nascemos simples e ignorantes?

Então, na Escola da Terra a educação espírita nos levará à transformação espiritual.

Na obra ‘Fora da Educação não há salvação’, de Manuel Portásio , vamos ler “O educando deve ser conscientizado de que é um indivíduo livre para agir, no sentido que escolher. Todavia, precisa saber que essa liberdade traz consigo a responsabilidade, já que todo ato, todo gesto, gera conseqüências.

E não se pode transferir para terceiros a responsabilidade que nos cabe com exclusividade.

O educando, enfim, deve assumir seu papel no mundo, comandado seu próprio processo educacional, já que lhe cabe construir sua própria criação, como lembrava Rui Barbosa”.

Allan Kardec nos legou o seu Pentateuco, que são os cinco livros básicos da educação espírita. Como pedagogo, ali estão todas as lições que precisamos buscar para a educação integral do espírito.

E uma das suas colocações que precisamos ter em mente é a que se refere à educação dos hábitos:
“Há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação.

Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar caracteres, aquela que cria hábitos, porque educação é conjunto de hábitos adquiridos” (L.E.m q. 685ª.)

Postado por Gilnei Teixeira DEDO CRE10.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Alguns Equívocos da Prática Pedagógica na Evangelização Espirita


Jesus, o grande pedagogo, deixou-nos em seus ensinamentos, diretrizes para todas as situações da vida.
“Ide e ensinai a todas as gentes”. Com essa mensagem Jesus exorta seus discípulos a pregar e ensinar.
E quando disse: __ “Não se põe a candeia debaixo do alqueire”, Jesus alerta a todos para a responsabilidade na difusão do saber.
Referimo-nos a esses ensinamentos a fim de solicitar aos Evangelizadores a reflexão sobre as responsabilidades dos que se propõe a levar o Evangelho de Jesus aos corações das crianças e jovens.
Em Evangelização Espírita, a prática do amor é a condição primordial para a execução da tarefa e a auto-avaliação evitará que o evangelizador cometa equívocos que prejudiquem o grande alcance desse trabalho.
Registramos alguns equívocos cometidos na prática da evangelização:
a) Com o pretexto de atualizar-se, estudar obras variadas deixando de lado as obras da codificação Espírita.
b) Analisar com seus alunos temas de interesse dos jovens, explorando os aspectos biológicos, psicológicos ou sociais, sem estuda-los à luz da Doutrina Espírita.
c) Acreditar sempre que a ajuda espiritual poderá suprir o planejamento de ensino e a preparação adequada do evangelizador.
d) Expor a Doutrina Espírita de maneira sofisticada e apresentando teorias científicas do mais alto raciocínio, afastando de suas aulas aqueles que possuem menos conhecimento.
e) Esquecer-se de relacionar o conteúdo doutrinário com as experiências de vida de seus alunos.
f) Ausentar-se dos grupos de estudo da Doutrina Espírita, acreditando já possuir conhecimentos suficientes.
g) Desvalorizar as experiências pedagógicas concretas, sem o devido exame, por preconceito ou auto-suficiência.
Lembremo-nos que “do nada, nada se tira”. “Tudo o que germina, germina d’uma semente”.
“Não podemos esperar que aflorem na alma da mocidade qualidades nobres e elevadas sem que, previamente, tenhamos feito ali a sua sementeira”.
“A sementeira do bem e da verdade, do amor e da justiça nunca se perde. Sua germinação pode ser imediata ou remota, porém jamais falhará”. “A obra da redenção humana é obra de educação”.


Reflitamos e estejamos atentos a nossas praticas na Evangelização de nossas casas da 10 Região. Vigilantes faremos um trabalho pujante com a infancia e a juventude.

Abraços fraternos a todos:
Gilnei Teixeira DEDO CRE10. 


Federação Espírita Brasileira
Departamento de Infância e Juvente.


segunda-feira, 28 de março de 2011

Mensagem aos Evangelizadores ( Por Francisco Thiesen pela Psicografia de Divaldo)

12- Que mensagem daria aos evangelizadores no sentido de estimulá-los a permanecerem na tarefa com o mesmo entusiasmo das primeiras horas e na certeza de estarem contribuindo para a obra de redenção da Humanidade? 
A sementeira de amor é precioso legado de Jesus Cristo para as criaturas que O amam e que despertaram para o dever inadiável de contribuírem em favor do mundo do futuro. Trabalhadores da última hora, sois herdeiros da oportunidade feliz para reparardes o passado mediante a construção do porvir.
Não é o acaso que vos reúne no campo da ação espírita-cristão. Tendes compromisso com o pensamento de Jesus, que adulterastes anteriormente e que aplicastes em favor de interesses mesquinhos quão perturbadores.
Renascestes para vos liberardes do ontem pernicioso mediante o presente rico de amor e de bênçãos.
Não desanimeis! Jesus vela por vós e os Seus Mensageiros vos acompanham, inspirando-vos e conduzindo-vos pela estrada nobre do dever.
Não vos importem as dificuldades momentâneas que fazem parte do programa de ascensão. Pensai no amanhã e preparai-o através das estrelas que puderdes deixar pelos caminhos percorridos, a fim de que aqueles que venham depois encontrem luz apontando-lhes rumos de segurança.
Assumistes compromissos superiores com os Mensageiros do Mundo Maior, e por isso fostes convocados à tarefa enriquecedora da Evangelização da criança e do jovem, trabalhando-os para Jesus. Não vos surpreendais com o desafio, nem o abandoneis a qualquer pretexto. Hoje é a oportunidade ditosa para depositardes sementes no solo dos corações; amanhã será o dia venturoso de colherdes os frutos da paz.
Permanecei, desse modo, dedicados e fiéis até o fim, mesmo que as dificuldades repontem em forma ameaçadora de dor e sombra. Quem anda na luz não receia a treva e quem faz o bem não sofre solidão nem desajuste.
Perseverai, pois, alegres e confiantes na vitória final.
Jesus vos abençoe!
 Parte da entrevista concedida à revista Reformador de janeiro de 1997, por Francisco Thiesen, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco

terça-feira, 22 de março de 2011

O QUE PODEMOS SUGERIR AO JOVEM PARA ESTIMULÁ-LO À LEITURA?


...sugere Manoel P. de Miranda: “Conveniente, desse modo, insistência e perseverança. Leiam-se pequenos textos e façam-se acompanhar as leituras subseqüentes reflexão da parte examinada; tente-se a memorização, a anotação com exercício gráfico, através do que se não conceda, porém, à mente, a ociosidade nem a escusa de nada conseguir nesse capítulo.” 4
O jovem deve ser envolvido pelo processo de entusiasmo do ato de ler. Jamais deverá ser obrigado a ler este ou aquele livro por imposição. Cabem aos pais, educadores e à Mocidade Espírita propiciar momentos de divulgação e contatos do jovem com as obras espíritas. Isso poderá ser feito por de:
Propaganda do livro e do autor (de preferência autor espiritual);
Mural (contando trecho ou parte do ensino)
Biblioteca da Casa Espírita ou da Mocidade;
Ciranda de livros (trocas de livros entre os próprios jovens).
Livro do mês. Sugerir aos jovens um livro escolhido para ser estudado naquele mês e posteriormente, (numa data fixa do calendário da Mocidade) avaliá-lo com os jovens.
Teatros – escolher um trecho de um livro e encená-lo por meio de um pequeno teatro, provocando nos jovens o interesse por saber o final da história.
Realizando pequenos relatos, de outros jovens ou adultos, sobre a obra espírita que mais lhe interessou e o porquê. 5

Nunca nos esqueçamos a quem quer que seja – criança, jovem ou adulto - “Divulgar, por todos os meios lícitos, os livros que esclareçam os postulados espíritas, prestigiando as obras santificantes que objetivam o ingresso da Humanidade no roteiro da redenção com Jesus. A biblioteca espírita é viveiro de luz.”

Concluamos nossas reflexões com o esclarecedor alerta de Bezerra: “Será indispensável, mesmo urgente, porém lecionar a essa juventude tão rica de generosos pendores, tão enamoradas de ardentes ideais quanto desordenada e inconseqüente em suas diretrizes, e a quem escasseiam exemplos edificantes, lições enaltecedoras capazes de impulsioná-la, para a padronização do Bem, porque as escolas do século XX não falam ao sentimentos do coração como não revigoram as lídimas aspirações da alma juvenil, enquanto que as futilidades destrutivas conluiadas como comodismo criminoso do século, aboletadas no seio dos próprios lares, arredaram para muito longe o antigo dulçor dos conselhos maternos como a respeitabilidade dos exemplos paternos [...] Livros nocivos proliferam em estantes de onde os exemplos moralizadores ou educativos desertaram, corridos pela intromissão comercialista de uma literatura deprimente, criminosa na facilidade com que se expande, viciando ou pervertendo os corações em flor de jovens a quem mães descuidosas não apresentaram leituras adequadas; enquanto revistas levianas, deseducativas, destilando o vírus da inconveniência generalizada, seguem com os moços cujas mentes, muitas vezes dotadas de ardores generosos se abastardam e estiolam vencidas por irrupções letais , qual plantazinha mimosa & agrave; falta do ar e da luz portadores da Vida![...]Será imprescindível, portanto, que os obreiros espirituais do Grande Educador de Nazaré acorram solícitos, aqui e além, desdobrando-se em vigilâncias incansáveis em todos os setores em que se movimenta a Humanidade – nos pertinentes à literatura também, cuidadosos dos primórdios da grande renovação que já se vislumbra nos horizontes do porvir.[...].
Surgem médiuns pelos quatro cantos do planeta, dispostos aos rigores inerentes aos mandatos especiais que lhes couberam... E os ditados de Além-Túmulo se avolumam na sociedade terrena, apresentando ao homem – à juventude – o passa-tempo literário que lhes convém, em contraposição às más leituras a que se habituaram... assim realizando, de um modo ou de outro, o que as escolas e os lares se descuraram prevenir: - o ensino da Moral, o culto sincero e respeitoso a Deus, à Honra e a Família!7

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

Áureo, Amar e servir, FEB, lição 42.
Yvonne A. Pereira, Recordações da mediunidade, p.98.
Emmanuel, Livro da esperança, p.199-200.
Manoel P. de Miranda, Tramas do destino, p.94.
 Adolescência: um desafio para pais e educadores, p.295
6- André Luiz, Conduta espírita, p. 52.
7- Adolfo Bezerra de Menezes, Tragédia de Santa Maria, p.07-09